Trabalho remoto, com produtividade presente!

As relações humanas vêm passando por uma série de transformações desde o surgimento da internet, com reflexos também nas dinâmicas organizacionais. A computação em nuvem nos permitiu explorar novas facetas do trabalho remoto, ao mesmo tempo que trouxe o desafio de manter a produtividade presente. Como representante da geração X/Y (aqueles nascidos em meio à transição e que aprenderam tanto a datilografar quanto a desenhar com o mouse) posso dizer que fui, e continuo sendo, testemunha ocular e partícipe destas constantes mudanças.

A chamada evolução da conectividade desafia organizações e profissionais a reinventar a forma de trabalhar, liderar, criar e gerir negócios. E ainda é preciso se equilibrar entre a visão pessimista, gerada por alguns desdobramentos sociais negativos, e outra que pode parecer exageradamente otimista, como nos cenários descritos por Eric Schmidt (Presidente Executivo Google) e Jared Cohen (Diretor no Google Ideas) no livro A nova era digital (Intrínseca, 2013). A verdade é que se você pensa que isso tudo é “coisa de startup” já passou a hora de rever seus conceitos.

Em primeiro lugar, o trabalho remoto não é exclusividade da pessoa que na quinta-feira à tarde vai ao parque com seu notebook responder e-mails e escrever um artigo (apesar disso ser bem divertido!). Hoje trabalhamos remotamente dentro do mesmo prédio, compartilhamos arquivos através da nuvem, conversamos por meio de mensagens instantâneas e contribuímos simultaneamente na criação e revisão de diferentes documentos, apresentações e planilhas. A tecnologia evoluiu para isso, mas como é que nós, seres humanos, nos desenvolvemos para potencializar os resultados deste novo cenário?

Bem, a resposta está no resgate do conceito de colaboração. É preciso lembrar que colaborar consiste trabalhar junto (do latim collaborare, trabalhar com), cooperar com uma ou mais pessoas em prol de um propósito compartilhado. Quando colaboramos conectamos nosso talento com os de outras pessoas e é aí que a conectividade tecnológica pode contribuir e muito. Entretanto, a verdade é que a cultura predominante na maioria das organizações ainda se baseia na separação, ou seja por departamentos, cargos ou áreas.

Portanto, estamos no limiar da quebra de um conjunto de paradigmas relacionados à gestão para alta performance, pois já não é mais suficiente cobrar das pessoas que trabalhem em equipe. Organizações e líderes precisam criar ambientes físicos e digitais propícios à interação, fornecer ferramentas e subsidiar as transformações necessárias nas dinâmicas de trabalho. Assim as pessoas podem colaborar com sua Proposta de Valor, tornando a soma de talentos individuais numa forma de inteligência coletiva, fonte de soluções estratégicas.

Falar sobre o tema parece fácil. Experienciá-lo já é uma realidade bem diferente e nós havíamos decidido aprender a viver esta dinâmica na Rideto com o propósito de poder contribuir com outras organizações nesta mesma transição. Sabíamos que o verdadeiro desafio não estava em abandonar o espaço físico, mas criar uma verdadeira cultura de colaboração e compartilhamento por isso, desde o início de 2017, passamos a testar diferentes ferramentas colaborativas, criando modelos e dinâmicas de trabalho para explorar tanto o potencial destas interfaces digitais quanto nossos talentos aplicados a cooperação.

Cada projeto, tarefas e prazos passaram a ser registrados numa plataforma chamada Asana, com acesso aos membros da equipe, estimulando a autogestão e as contribuições cruzadas. Documentos de texto, planilhas e apresentações começaram a ser criados sempre com a participação ativa de dois ou mais colaboradores, utilizando a plataforma online do iWork (Apple). O compartilhamento de arquivos gerais e ideias prototipadas foi possível com a criação de pastas abertas no Dropbox. Mas não são as ferramentas ou programas que ditam a cultura de uma organização e sim seus usos, como diria Rafael Cardoso, autor de Design para um mundo complexo. Percebemos que era preciso provocar a sinergia entre as pessoas, então focamos na comunicação.

Concentramos a troca de mensagens, reuniões e chamadas, sempre com vídeo, através do Skype. Para grupos maiores, como um workshop online que chegamos a realizar, usamos o Appear (indicação de nosso colega Cristian Trentin), uma plataforma online para transmissão de áudio e vídeo. Isso tudo porque percebemos algo importante enquanto experimentávamos o trabalho remoto: o problema não é estar ou não estar no mesmo lugar e sim estar plenamente presente quando chamados a colaborar. A palavra-chave para o sucesso de nosso trabalho passou a ser sincronicidade. Não importava a distância, sempre que possível ou necessário envolvíamos as pessoas de maneira síncrona, compartilhando ideias e as convidando a contribuir simultaneamente.

Em meados de julho virtualizamos a Rideto e passamos oficialmente à dinâmica do trabalho remoto e digital. Isso tem permitido que nossa equipe possa estar mais presente nos clientes, viajar para atender projetos em outros Estados e ainda assim colaborar e fazer parte de cada nova conquista.

Algumas organizações pensam que ainda estão no limiar de escolher aderir ou não ao trabalho remoto, quando na verdade só lhes resta escolher quão proveitosa e produtiva será esta experiência, pois já estamos todos conectados remotamente.

E você, como tem explorado o potencial toda a conectividade à sua disposição?

Rafael Giuliano,
explorando as oportunidades da conectividade para ser mais presente!

Quer uma mãozinha criativa para promover o desenvolvimento da cultura de colaboração na sua organização, então venha e falecom@Rideto.one!

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