É preciso vivenciar uma realidade para transformá-la!

Dos encontros com Ronald Fry e nossos diálogos sobre a Investigação Apreciativa trago comigo a lição que para mudar uma organização é preciso antes reconhecer o que não deve ser mudado, sua essência e valores. E para se conseguir isso é preciso vivenciar sua realidade para transforma-la.

Acontece que a realidade de uma organização é influenciada pelo meio social em que as pessoas estão inseridas. A cidade, sua dinâmica e cultura, com tradições, crenças e símbolos representam um ambiente que também merece ser explorado e compreendido. Foi por acreditar nisso que há pouco mais de um mês assumi o compromisso de me tornar um dos #novos_manauaras. Mudei minha residência para Manaus, no Estado do Amazonas, onde cheguei no último dia 21 de outubro.

Fui presenteado com um clima mais ameno nos primeiros dias. Mas a verdade é que praticamente todos os ambientes hoje são climatizados e caminhar ao ar livre, com o mormaço e a umidade, nos faz compreender melhor algumas reações das pessoas e a maneira como inconscientemente seus corpos “economizam” energia por conta do calor.

Aproveitei a visita ao meu futuro apartamento (que só deve ficar pronto em 20 dias) para conhecer parte do bairro. Fui até o supermercado local para descobrir marcas e produtos novos para mim e, ainda mais interessante, conhecer as pessoas. Ainda é cedo para conclusões ou definições, mas é certo que aqui, como em tantos outros lugares do Brasil, todos tem potencial para reações positivas quando provocados com ações também positivas. Um simples “bom dia” empolgado gera estranheza no primeiro momento. Então o elogio ao design do óculos e o agradecimento ao final do atendimento despertam sorrisos de autorreconhecimento em pessoas que talvez se sintam “invisíveis” ali trabalhando.

Foram dias de muitas descobertas como o Parque Municipal do Mindu, seus espaços de lazer e convívio com a natureza, a Galeria do Largo e suas exposições locais com foco na cultura amazonense, além do Teatro Amazônia onde pude assistir, assim de primeira e gratuitamente, uma apresentação de La traviatta em três atos com uma soprano ucraniana fantástica.

Mas vivenciar uma realidade para (re)conhecer as pessoas e a cultura de um lugar vai muito além de visitar pontos turísticos. Por isso que no dia 24/10, em pleno feriado de aniversário da cidade de Manaus, aceitei o convite para ir até a Ponta Negra participar das comemorações. Foi incrível ver tanta gente, dos mais diversos pontos da cidade, chegar para uma comemoração colorida, com certa predominância do azul e branco do Caprichoso (a história dos bois eu explico num outro dia – rs).

Por algum tempo caminhei pela calçada de onde se via o trio elétrico e as pessoas que o seguiam dançando pela rua. Quando um grupo de músicos se posicionou em frente a  outro caminhão e o cantor puxou uma nova toada (o canto que embala o Boi) me uni ao grupo de foliões e dancei todo o percurso da avenida para ver de perto a interação entre as pessoas.

Deixei a festa pouco antes de acabar só mesmo porque meus pés precisavam de um repouso e no dia seguinte haviam compromissos assumidos, lembrando que meu fuso horário me deixa duas horas “atrasado” em relação à matriz em Curitiba (meus dias têm começado bem cedo).

Nos próximos dias devo realizar minha primeira observação participativa numa indústria do Distrito 1 aqui em Manaus. Com certeza minhas vivências contribuirão para um olhar muito mais apreciativo sobre comportamentos e ideias mais claras de como despertar sorrisos de dentro para fora!

E você, como vivencia as realidades que deseja transformar? Conte aí! Compartilhe suas experiências também.

Rafael Giuliano,
vivenciando para transformar.

Quer uma mãozinha criativa para transformar a realidade da sua Cultura Organizacional, então venha e falecom@Rideto.one!

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