A Experiência do Colaborador para engajar pessoas e equipes.

O conceito de Experiência do Colaborador não é algo novo e vem se desenvolvendo junto com os avanços sobre a Experiência do Usuário proposta em meados de 1990 por Donald Norman. Apesar de toda a jornada até aqui, ainda são poucas as empresas que exploram seu potencial para engajar pessoas e equipes.

Primeiro é fundamental reconhecer que a Experiência do Colaborador é resultado das interações do indivíduo com as diferentes dimensões da organização, ou seus “pontos de contato” que abrangem: do anúncio para atração de novos talentos à dinâmica da entrevista demissional, passando pela comunicação interna (reconhecimento percebido) e externa (reputação) , procedimentos internos, processos de gestão, espaços físicos de trabalho e convivência, a interface com as lideranças e muitos outros. Tudo influencia na experiência e pode ser potencializada de maneira positiva.

Comecei a escrever este texto depois de receber várias mensagens com perguntas relacionadas à campanha Ideias para engajar pessoas e equipes, lançada por nós há alguns dias. Nela propomos experiências como:

  • criar novas maneiras de reconhecer os talentos;
  • comunicar de maneira ainda mais clara as “regras do jogo” (procedimentos e indicadores de desempenho);
  • promover desafios através da gamificação (jogos de produtividade).

Uma das mensagens que me chamou a atenção veio de uma gestora que dizia o seguinte: Já fiz vários treinamentos falando da importância dos procedimentos para a empresa, que você chama de “regras do jogo”, mas pareceu que meus “jogadores” não estão nem aí. Se não é para ser treinamento então o que fazer?

Assim que recebi a mensagem respondi que na verdade o treinamento é uma parte da experiência que podemos chamar como Fase de Imersão. Acontece que antes dela é preciso conquistar a participação livre e voluntária do colaborador na chamada Fase de Adesão. Desenhamos uma série de comunicações para construir junto às pessoas a perspectiva de significado do encontro. Adotamos o metamodelo do Círculo de Ouro de Simon Sinek para explorar os motivos (Porque) a dinâmica (Como) e os resultados almejados (O que). Só então as pessoas estão dispostas para o encontro.

Para que o encontro atinga seus resultados é preciso levar em conta dois aspectos importantes: (1) o encontro precisa fazer sentido com as comunicações da fase anterior (Adesão); e (2) o público deve ser transformado em participante. Este segundo ponto talvez seja o mais desafiante, pois se tornou um hábito criar treinamentos baseados na exposição de informações e conteúdos, ou usar dinâmicas muitas vezes mais divertidas do que significativas, o que torna necessário explica-las. A experiência requer interação, portanto pense em atividades em que o colaborador possa realmente colaborar com sua perspectiva sobre o como fazer.

E nem sempre é preciso um “treinamento presencial”, afinal há várias formas de sensibilizar e conscientizar. O importante é lembrar de que uma experiência sempre requer interação do colaborador, de forma que ele possa assumir seu papel de protagonista, independente do nível hierárquico.

Passada a Imersão é comum pensar que o trabalho acabou ou que só precisamos “acompanhar os resultados”. Mas depois de um encontro ou intervenção (falarei mais sobre isso num próximo texto) é imprescindível dar suporte às mudanças no que se pode chamar de Fase de Incentivo. Seja por meio da mentoria de um líder ou gestor, da comunicação de dicas sobre como colocar o conhecimento em prática ou jogos que transformem as tarefas diárias em desafios significativos.

Portanto, para desenhar a experiência do colaborador em cada sugestão proposta na campanha Ideias para engajar pessoas e equipes nós vamos muito além da simples criação de peças de comunicação. Elaboramos dinâmicas para envolver os gestores e líderes, atividades pático-reflexivas que farão sentido para o participante e, acima de tudo, pensamos em diferentes maneiras para que pessoas e equipes se sintam reconhecidas e percebam novas perspectivas em relação ao seu futuro e o da organização.

Para criar uma Experiência do Colaborador é preciso aprender a olhar para a organização como ela é: um organismo vivo formado por pessoas, organizadas em equipes e que precisam compartilhar um mesmo propósito para gerar resultados.

Rafael Giuliano,
desenhando e implementando novas experiências para colaboradores e resultados para organizações humanas.

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