Mais do que reunir é preciso conectar pessoas.

Mais do que reunir é preciso conectar pessoas.

   Se bem me lembro foi Henry Ford quem disse: “reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso, e trabalhar juntos é sucesso”. Gosto desta frase por nos lembrar que mais do que reunir é preciso conectar pessoas.

   Apesar de não ser uma tarefa necessariamente fácil, reunir um grupo de pessoas talentosas é apenas o começo. Reter estes profissionais por meio de diferentes incentivos que vão do reconhecimento percebido às perspectivas de futuro já pode ser considerado um êxito. Mas é a colaboração entre seus talentos que gera valor para a marca e para os negócios, nosso verdadeiro desafio.

   Para criar esta conexão não é preciso salas “diferentonas” com puffs, slides com frases de impacto ou toneladas de post its coloridos. Num recente encontro que mediei em Goiás tudo o que usamos foram folhas de papel (A4), papeletes em branco, canetas e muito, mas muito diálogo. A proposta era integrar o grupo de profissionais para estabelecer novas formas colaboração e alguns compromissos a serem compartilhados. Porém, o primeiro passo foi dar ao grupo a oportunidade de tornar consciente a sua própria identidade.

Pessoas que se percebem pertencentes dão mais significado aos compromissos compartilhados.

   Tudo começa pela identidade. Engajamento virou a palavra do momento, presente em reuniões, indicadores, muitas pesquisas e mais reuniões. Não se discute mais (ou não deveria) sobre a importância de profissionais e equipes engajados, orientados por um mesmo propósito. Porém talvez seja imprescindível nos perguntarmos o que vem antes.

   No encontro de Goiás, antes de falar sobre todos trabalharem por um único propósito, sugeri uma atividade prático-reflexiva para que os participantes pudessem reconhecer os valores uns dos outros. Por meio da mediação no diálogo foi possível identificar uma série de crenças e atitudes, mas o ponto alto do exercício veio na segunda etapa com a aplicação de um Mapa de Afinidades (inspirado no Diagrama de Afinidades) que permitiu aos participantes perceberem como seus valores individuais se conectam aos dos demais.

   Uma vez reconhecidas estas afinidades, se tornou mais plausível assumir quaisquer compromissos pois os indivíduos passaram a se reconhecer como pertencentes a um grupo que já compartilha valores e também algumas crenças.

“Perguntar não custa nada” e as respostas podem surpreender.

   Criar a oportunidade para que as pessoas possam conversar traz resultados incríveis, mas sempre me perguntam sobre como criar este ambiente de diálogo. Uma das estratégias mais simples é orientar os participantes por meio de perguntas diretas e explorar diferentes perspectivas a partir do desdobramento das respostas.

   A dinâmica é inspirada na mesma utilizada para condução de Grupos Focais (Focus Groups) e busca extrair conhecimento das percepções individuais e também dos consensos construídos pelos participantes. É este o segundo item que merece uma atenção especial de gestores e líderes.

Cuidado: Cultura Organizacional “EM CONSTRUÇÃO”!

   Continuo ouvindo debates fervorosos a respeito da Cultura Organizacional e as perspectivas sobre como ela surge ou é criada, descoberta, potencializada… Em meio às teorias, quase todos os estudiosos concordam ao menos com a ideia de que se trata de algo em construção permanente.

   Aceito este princípio da impermanência e constante mudança, podemos imaginar que a construção de novos consensos pelo grupo de colaboradores contribui tanto para alinhar e consolidar quanto para estabelecer novos caminhos em direção à cultura da organização. O que reforça a importância de criar mais oportunidades de diálogo e levar este mindset para o modelo de gestão.

   É importante lembrar também que não se trata de criar mais uma miríade de reuniões intermináveis, mas apenas o exercício consciente de compartilhar ideias e ouvir com atenção aquilo que o colaborador tem com o que colaborar!

   E na sua organização, como você tem conectado as pessoas? Como anda sua construção?

 

Rafael Giuliano,
mediando diálogos e criando experiências para que pessoas se conectam às pessoas e colaboradores possam COLABORAR com organizações.

   Quer descobrir como conectar ainda mais pessoas e equipes em sua organização? Então vem e falecom@Rideto.one!

 

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