Comunicar para engajar!

 

Já faz algum tempo que organizações e líderes precisam encontrar novas maneiras de engajar pessoas e equipes. E todos concordam que o caminho para isso passa pela comunicação. Mas como comunicar para engajar?

Numa rápida visita ao ambiente de trabalho da maioria das organizações é fácil perceber que as pessoas estão afundadas num atoleiro de informações e estímulos visuais. Já não se trata apenas de e-mails. Estamos falando de murais, quadros, telas interativas, banners, cartazes, adesivos nos elevadores, móbiles pendurados no teto, post its, prismas na copa, wallpapers nas telas dos computadores e “jogos americanos” nas bandejas do refeitório.

Cada nova iniciativa parece competir pela atenção dos colaboradores num universo em que tudo é importante e para todos, afina se deseja atingir desde os ambientes do escritório até as linhas de produção. Os conteúdos vão da disseminação dos valores da marca às regras de segurança do trabalho, passando por metas de qualidade e indicadores de resultado. Cada mensagem requer um espaço para exposição, o que não garante a assimilação ou, ainda menos, o engajamento.

 

O DIÁLOGO nunca foi tão importante quanto agora!

O desafio é deixar de lado a dinâmica unilateral, meramente informativa, em que “a organização fala e os colaboradores ouvem” para assumir um processo dialógico, bilateral, em que as partes conversam.

A mudança passa por uma nova forma de fazer a curadoria de conteúdos, o uso de linguagens mais assertivas e até mesmo lúdicas, além de criar dinâmicas mais interativas aos canais já consolidados. Diferente de uma abordagem “publicitária” em que se está sempre lançar “novas mídias”.

Há maneiras simples de transformar o tradicional mural num canal de diálogo e formação, não mais apenas de informação. As respostas à ouvidoria podem ser tornar mais dinâmicas e abranger diferentes situações estratégicas para ampliar a transparência.

E para que o diálogo faça sentido, reforçando o alinhando entre discurso e prática, aqui está um dica imprescindível: cada nova mensagem precisa ser antecipadamente compartilhada e alinhada com as lideranças! Desta forma, usando canal próprio e uma abordagem colaborativa, é possível tornar cada gestor e líder num embaixador da comunicação. Assim se desperta o exercício e a dinâmica do diálogo dentro da organização.

 

Experimente integrar as iniciativas por meio da comunicação.

Fala-se muito hoje sobre a prática da comunicação integrada. Mas ainda vemos uma avalanche de diferentes assuntos e temas serem comunicados pelos mesmos canais dentro das organizações. Iniciativas de diversas áreas parecem competir entre si, quando na verdade compartilham o mesmo propósito.

Parte dessa impressão de competição surge por conta da diferença no tom verbal e visual das campanhas. A ausência de unicidade transmite a falsa ideia de que não há um Plano Estratégico, uma mesma Visão e Missão como foco das iniciativas. Quando falamos de uma comunicação que engaje pessoas e equipes é importante que tudo aquilo que é comunicado demonstre também esse engajamento (entre as áreas e iniciativas).

Para integrar de maneira efetiva as diferente iniciativas, além do alinhamento no tom verbal e visual, é necessário implementar uma Abordagem Transversal, em que o todo (comunicação e resultados) seja mais do que a soma das partes (programas). Difícil, mas não impossível.

É possível alinhar metas de melhoria contínua, comportamentos e atitudes que precisam ser inspiradas e até mesmo critérios para o reconhecimento dos colaboradores. Como iniciativas integradas surge a possibilidade de campanhas mais abrangentes, com redução de custos, pois ao invés de várias ações de incentivo e premiações distintas é possível promover uma única gamificação, por exemplo.

 

Crie novas perspectivas de futuro!

Dois elementos precisam estar evidentes para que a comunicação possa engajar pessoas e equipes. A primeira é o reconhecimento percebido pelos colaboradores. Suas contribuições precisam ser reconhecidas, e não estamos falando de “tapinhas nas costas”.

É preciso deixar claro qual era o desafio e qual foi a realização das pessoas, a fim de que elas se sintam pertencentes e engajadas com os resultados que devem nos deixar mais próximos de um cenário desejado. O que nos leva ao segundo ponto.

Toda comunicação engajadora cria novas perspectivas de futuro, não expectativas. A diferença está na ação que se promove. Quando lançamos expectativas parecemos esperar que o colaborador faça algo. Já ao lançar perspectivas apontamos na direção para onde todos os esforços da organização se movem.

Profissionais e equipes, assim como seus líderes, querem fazer parte de algo que envolva uma realização reconhecida em direção ao futuro. Essa é a forma de comunicar para engajar.

 

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